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quinta-feira, outubro 11, 2012
Exclusivo: Destruição de boneco da Copa foi filmada
O grupo que destruiu o boneco promocional da Coca-Cola que estava instalado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), filmou parte da ação e disponibilizou o vídeo na internet. O registro mostra o momento em que dois homens com a cabeça coberta com camisetas se aproximam da cerca de proteção. Um deles salta a grade e atinge o boneco com um objeto perfurante.
Assinado com o codinome TatuMorto, o vídeo-manifesto explica que o ataque ao boneco inflável não foi um ato de vandalismo, nem um protesto contra a marca de refrigerantes que, na condição de patrocinadora oficial do mega-evento esportivo, associou sua logomarca à mascote oficial da Copa do Mundo 2014 - quando apresentado à nação, há poucas semanas, o boneco `vestia´ uma camiseta com as cores da bandeira brasileira e a logomarca da Copa, e não uma blusa vermelha com a inscrição Coca-Cola.
"O ato, na verdade, foi uma expressão de repúdio aos grandes opressores e oportunistas que estão por trás do evento da Copa do Mundo no Brasil", diz o texto que acompanha o vídeo. "Nós queremos futebol, mas queremos que o esporte seja a afirmação das nossas riquezas, a alegria do POVO, e não meio de enriquecimento ilícito de poucos e arma alienação em massa".
Assista o vídeo clicando sobre o link abaixo:
http://vimeo.com/51188937
segunda-feira, setembro 24, 2012
Verde, Amarelo, Azul e...Vermelho
Jogo do Grande Acerto. Identifique a diferença entre as duas figuras abaixo. A primeira, divulgada há pouco mais de uma semana, para cativar o público. A segunda, tirada de um boneco que ficará instalado sabe-se lá por quanto tempo em um ponto privilegiado da cidade com maior poder aquisitivo do país para...divulgar a beleza do Congresso Nacional, ao fundo.
"Até o início dos anos 1970, os logotipos em roupas geralmente ficavam escondidos discretamente colocados na face interna dos colarinhos. No final da década, quando o mundo da moda se rebelou contra o brilho aquariano, a roupa do country-club tornou-se o estilo de massa para os novos pais conservadores e seus filhos mauricinhos. Em meados dos anos 1980, o logotipo aos poucos passou de uma afetação ostentatória a um acessório de moda e o tamanho da logomarca inflou de um emblema de dois centímetros para uma tenda do tamanho do peito. Os logos passaram a ser tão dominantes que transformaram seus fieis adeptos em bonecos ambulantes. Em meados dos anos 1990, empresas como Nike, Polo e a Tommy Hilfiger estavam prontas para levar a marca ao patamar seguinte: não mais simplesmente conferir suas marca a seus produtos, mas também à cultura externa - ao patrocinar eventos culturais, elas podiam sair pelo mundo e utilizar vários desses eventos como postos avançados. Para essas empresas, o branding não era apenas uma questão de agregar valor ao produto. Tratava-se de cobiçosamente infiltrar ideias e iconografia culturais que suas marcas podiam refletir ao projetar essas ideias e imagens na cultura como "extensões" de suas marcas [...] Embora nem sempre seja a intenção original, o efeito do branding avançado é empurrar a cultura que a hospeda para o fundo do palco e fazer da marca a estrela. Isso não é patrocinar cultura, é SER a cultura. E por que não deveria ser assim?".
Naomi Klein - Sem Logo, A Tirania Das Marcas Em Um Planeta Vendido
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