quarta-feira, fevereiro 25, 2009
terça-feira, fevereiro 24, 2009
VC TEM 01 NOVA MENSAGEM
Asunto : Saudaciones,compañeiro - 24.02.09
Para : semifosco semifosco@blogspot.com - mar, 24 de feb 2009 13:40
Inicialmente pensei em ir para Itacaré ou para o litoral Norte de SP, mas me lembrei da matéria e, consultando o site panamenho da Avianca - uma companhia aérea colombiana - consegui comprar bilhetes de ida e volta por menos de US$ 500. Ou seja, quase a mesma quantia que gastaria para ir a Bahia.
Acabo de chegar de uma breve caminhada de reconhecimento e posso te assegurar que esta é a palavra exata, reconhecimento, já que este bairro é a máxima representaçao de que a globalizaçao "planificou" o mundo, tornando-o mais uniforme.
Com suas boates, seus cafés e restaurantes de comida tailandesa, marroquina
A familiaridade, aliás, vai além. Na capa do El Comércio (US$ 0.35) de hoje, a manchete "La Humanidad celebró el Carnaval, pese a la crisis" explica o destaque dado a imagem de uma mulher em cima de um carro alegórico da...Grande Rio, do Rio de Janeiro. E nao bastasse isso, o jornal reporta para a ameaça local da Dengue.
Para encerrar e te provar que nao exagero ao dizer que me sinto em casa, veja os filmes em cartaz no Cinemark muito longe da sua casa: Operacao Valquiria, com Tom Cruise; Sim, Senhor, com Jim Carrey; O Curioso Caso de Benjamin Button, com Brad Pitt; a Pantera Cor de Rosa, com Steve Martin e Quem quer ser um Milionário, Oscar de melhor filme.
Agora, experimenta ver o que está passando aí próximo a sua casa.
Abraçao do seu brother,
Carlos Leite
sábado, fevereiro 14, 2009
...cantor e compositor folk britânico, cujo disco parcialmente reproduzido aqui intitula-se HOBO (vagabundo; sem-lar). Irmão do também músico Tom Baxter, abriu shows de Peter Gabriel após este conhecer sua música. Por ora, é tudo que sei, mesmo após pesquisa ao google.
Portanto, clique play e conheça sua música antes que ele se torne "in" ou algo do tipo e as informações sobre ele sobrepujem as sobre seu trabalho.
Charlie Winston
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Contra a nudez gratuita
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Não Li e Não Gostei
Havia a polêmica em torno da concessão de asilo político, pelo governo brasileiro, ao ex-militante de esquerda, Cesare Battisti.
ão do número de beneficiários do Bolsa Família. Só que aí já seria pedir demais, afinal, por mais azedo que fosse o texto, leitores menos atentos poderiam concluir que o governo é bacana. Vai daí que, com tudo isso e muito mais, a ultra-direitista Veja achou por bem brindar seus leitores com um assunto da maior relevância: Por que eles nunca crescem? 


sábado, janeiro 31, 2009
Enfim, doze meses após a animação iraniana Persépolis ter sido exibida nos cinemas brasileiros, a Euoropa Vídeo lança o filme em dvd. Indicado ao Oscar 2008 e vencedor de prêmios internacionais, o filme é dirigido por Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi, cujo hq serviu de base para a produção desta animação.
Como diz a sinopse, "é a comovente história da própria Marjane, uma jovem que cresceu no Irã durante a Revolução Islâmica. Através de seus olhos precoces de nove anos, vemos as esperanças de um povo golpeado pela tomada do poder pelos fundamentalistas". Ainda jovem, ela deixa seu país e busca abrigo em Viena, mas, após algum tempo, decide retornar ao Irã, onde encontrará muitas mudanças.
domingo, janeiro 25, 2009
Arquitetura da Destruição
Para quem está acostumado a ouvir falar sobre "um dos maiores gênios do século" como "o último comunista", é algo estranho verificar a maneira com que Niemeyer e os sucessivos governos do Distrito Federal concordam sobre a necessidade de inaugurar novas e sempre grandiosas obras que "complementem o plano original" que é Brasília.
As obras do "último comunista" nunca se destinam a qualquer uma das cidades-satélites, onde se reúnem mais de 1 milhão de trabalhadores (de todas as classes sociais) que tornam Brasília real, e não apenas o cartão-postal que é o Plano Piloto.
Pelo tom de meu texto, dá para notar que sou dos que consideram desnecessária essa tal praça e seu chifre de concreto de "100 metros de altura". Prefiro o gramado onde, algum dia, ainda pretendo jogar uma bolinha com os amigos (nestes quatro anos de Brasília, nunca vi ninguém fazendo isso, mas imagino que não seja proibido). Só que, como não entendo lhufas de arquitetura e o centenário arquiteto dá a entender que eu, cidadão comum, não tenho direito a escolher entre grama e concreto armado (mesmo sendo um dos tantos que vai pagar), reproduzo abaixo o texto da também arquiteta e professora da Universidade de Brasília (UNB), Sylvia Ficher, publicado originalmente no site dedicado à arquitetura e urbanismo mínimo denominador comum.
Criador Versus Criatura - Sylvia Ficher
Coitada de Brasília, Oscar Niemeyer não gosta mais dela. Infelizmente, não dá mais para ignorar a realidade que aí está. Infelizmente, não dá para encontrar outra explicação para o estrago que o grande arquiteto federal vem fazendo, já há algum tempo, em sua principal obra, aquela que lhe rendeu suas mais altas honrarias, aquela que lhe garantiu uma posição ímpar no ranking dos arquitetos do século XX.
Tudo começou devagarzinho, primeiro a Praça dos Três Poderes sendo comida pelas bordas com o Panteão da Pátria, predinho sem graça e sem uso, verdadeira câmara escura que só serve para atravancar o espaço e impedir a vista… O Superior Tribunal de Justiça, a Procuradoria Geral da República e o Anexo do Supremo vieram na seqüência, bem mais pretensiosos e ainda mais fora de escala, com suas formas gratuitas e suas metragens gigantescas - afinal, quantos mais metros quadrados, melhor o honorário…
E assim, de projeto em projeto, cada vez mais intervindo na escala monumental da cidade, cada vez mais rompendo a graça e elegância da Esplanada dos Ministérios, chegou a vez do Complexo Cultural da República, com sua nanica biblioteca - nanica, talvez, por conta de um inconsciente desinteresse por edifícios úteis - e sua cúpula-museu - nem tão cúpula assim, menos ainda museu. De quebra, a bela Catedral Metropolitana perdeu sua ambientação urbana e, para piorar, foi estrangulada pela gravata de concreto que lhe dá uma rampa sem rumo ou razão.
Há coisa de dois anos, uma robótica pomba - isto mesmo, uma pomba! - seria o principal elemento da praça que, segundo o arquiteto, estava faltando no Plano Piloto: a Praça do Povo. Repetindo a ausência de paisagismo do vizinho complexo cultural, a cidade iria ganhar mais um árido calçadão, mais um inóspito vazio onde desde sempre havíamos convivido sem maiores problemas com um modesto gramado… E lembremos o que fora previsto para o local por seu legítimo idealizador: um espaço desimpedido destinado a atividades ocasionais, como paradas militares, desfiles esportivos ou procissões; nas próprias palavras Lucio Costa, "o extenso gramado destina-se ao pisoteio".
Ao que parece, Oscar Niemeyer se esqueceu da sua dileta pomba, aquela que, como afirmara veementemente à época, deveria ser a sua derradeira contribuição para Brasília e sem a qual o seu *opus* brasiliense estaria inconcluso. E parece que se esqueceu também do "povo"; agora, no mesmo local a praça será da "soberania". Lá deverá ser erigido um prédio imprescindível, seja para o povo, seja para a soberania: o Memorial dos Presidentes. E um Monumento ao Cinqüentenário de Brasília, a ser comemorado em 2010; para que ninguém deixe de entender a sua complexa simbologia, nada melhor do que um chifre de concreto, de cem metros altura, descrito como obra de grande ousadia tecnológica… Tanta construção apenas para encobrir um estacionamento subterrâneo… De quebra, na maquete eletrônica (incidentalmente, o novo tipo de empulhação arquitetônica que nos oferece o maravilhoso mundo da informática) é contrabandeado um antigo projeto vetado pelo IPHAN por desrespeitar em muito o gabarito estabelecido legalmente para o local - uma altíssima cobertura curva para abrigar shows de música popular, a qual implacavelmente lembra "as curvas do corpo da mulher amada", só que com redondinhos seios de silicone e já buchuda.
Coitada de Brasília. Afinal, apesar de tombada, há uma portaria do IPHAN que autoriza tudo isso: "Excepcionalmente, e como disposição naturalmente provisória, serão permitidas quando aprovadas pelas instâncias legalmente competentes, as propostas para novas edificações encaminhadas pelos autores de Brasília - arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer - como complementações necessárias ao Plano Piloto original". (Portaria nº 314, 8/10/1992, Art. 9º, § 3º ).
Tal qual o bordão de uma famosa personagem de programa humorístico, "Oscar Niemeyer pode!!*"
Coitada de Brasília. Para Oscar Niemeyer, ela está aí tão somente para manter ocupado o seu escritório sem risco de concorrência. Coitada de Brasília, cujo plano piloto foi escolhido transparentemente por concurso público, agora sujeita a decisões tomadas nos gabinetes de seus governantes.
Coitada de Brasília, fadada a ser conhecida daqui por diante não mais como Patrimônio Cultural da Humanidade, porém como Capital Mundial dos Unicórnios.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
2008 FOI UM ANO RUIM
Se a intenção dos editores era causar polêmica, devem ter conseguido. Ou não. Afinal, não dá para levar a sério a escolha de Machine Gun como a 4ª melhor do ano. Principalmente porque a revista não apresenta seus critérios e não diz quem são os responsáveis por eleger o que houve de "melhor" em 2008.
Como não conhecia - ou não lembrava - a maioria das dez mais do ranking internacional, recorri ao imeem para poder acompanhar a avaliar o trabalho da revista. Eis aqui, em ordem decrescente para criar um suspense, o pior do melhor de 2008, as dez mais escolhidas pela Rolling Stone Brasil.
Ouça aqui as músicas
Em 11º lugar, Sex on Fire, do Kings of Leon
Da primeira vez que tocou no Brasil, em 2003, a banda, entao revelacao, foi apontada como a próxima “coisa” a acontecer no rock. Muitos continuam esperando. Embora a música até soe legal, parece com uma daquelas canções dos filmes da década de 1980, tipo Ruas de Fogo (Street of Fire) http://www.interfilmes.com/filme_15428_Ruas.de.Fogo-(Street.of.Fire).html
10 – The Shock of Lightning, Oasis
Então o Oasis ainda existe? Pôxa, alguém precisa avisar a equipe do imeem ou copiar para o site o último disco da banda porque a música em questão não está disponível. Em virtude disso, as dez mais, na verdade, serão onze.
9 – Time To Pretend, MGMT
Ah, sei lá...A revista diz que o MGMT é a dupla mais cool de 2008 e que a música “transcendeu a barreira do hit instantâneo para virar hino de uma geração hedonista”.
8 – I Kissed a Girl, Katy Perry
Não conhecia, mas soa a música de produtor, saca? Daquelas que um executivo ou produtor musical escolhe uma garota bem-apessoada, contrata uns músicos capazes, escreve ele próprio umas letras para a garota cantar – de preferência, capazes de despertar falsa polêmica – e diz “Faz cara de sexy!”. Fake total, mas, em geral, essas músicas bombam nas pistas de dança.
7 – Pork & Beans, Weezer
Bom, com mais essa, a lista da revista já começa a fazer algum sentido. Simples, divertida e com uma letra engraçadinha. Para os fans, a banda já fez coisas muito melhores.
6 – Mercy, Duffy
Reconsideremos. Essa é, de longe, a melhor escolha até agora. A volta da soul music aos topos da parada e a prova de que as mulheres têm injetado swing e personalidade no pop atual.
5 – Never Miss A Beat, Kaiser Chiefs
Considerando as outras opções apresentadas até aqui, essa deveria ser a primeira da lista. O que não significa que seja nada de mais. Muito pelo contrário. A julgar por esse segundo cd da banda, o hype inicial em torno do Kaiser Chiefs talvez tenha sido injustificado.
4 – Machine Gun, Portishead
Misture o pior de Devo a Bjork e você tem...algo como essa chatice perpetuada pelo Portishead. Olha, se você já ouviu um minuto dessa faixa, pare agora pois não adianta esperar por algo que justifique a inclusão desta faixa entre as dez mais. Vai ser a mesma tortura até o final.
3 – Human, The Killers
““Close Your Eyes”???? Melodiazinha datada.
2 – Viva La Vida, Coldplay
“Ah, se eu, Chris Martin, fosse o Bono Vox”
E em primeirissimo lugar, Paper Planes, da indiana MIA
“Meu Deus! O que não é o relativismo cultural. Então essa foi a melhor música internacional de 2008? É tão chato ser moderno.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
segunda-feira, dezembro 22, 2008
O MALA DO ANO
Como, neste caso, o voto não é secreto, "darei publicidade" ao meu:
"Se, ontem (21), até o ombudsman da Folha de S.Paulo reclamou da presença excessiva do excelentíssimo ministro Gilmar Mendes no jornal, quem sou eu para não reconhecer-lhe o mérito de ter sido o “mala do ano”. E olha que, a meu ver, ele ganhou da Maísa, do SBT. Páreo duro…"
Até o momento, pesquisas de boca-de-urna indicam que Mendes tem forte chance senão de ganhar já no primeiro turno, levar a disputa para o segundo turno, superando assim fortes candidatos como Lula, Maísa, Galvão Bueno e Luana Piovani.
sábado, dezembro 20, 2008
Um tapinha global, ao vivo, não dói?
Imagino o seguinte diálogo entre Canuto e Bush:
_ (repórter) Eis aqui o fanático presidente norte-americano. Presidente, invadir o Iraque para defender os interesses imediatistas da indústria petrolífera ou manter o emprego na Casa Branca para um Republicano?
_ (Bush) Combater o terrorismo.
_ (repórter) E os custos? E os mortos de ambos os lados? Os prejuízos econômicos e ambientais?
_ (Bush) Foda-se
- TAPA NA RUBRA FACE PRESIDENCIAL -
_ (repórter) Que é isso, cowboy? Tenha calma, rapaz. Tenha calma. Você está impossível. Ficou entusiasmado demais - diz o repórter enquanto, agarrado ao texano, tenta lhe dar uns cascudos, no que é interrompido por ágeis mariners que o imobilizam com uma chave-de-braço.
Reconhecendo a dificuldade de alguém se aproximar do já ex-presidente norte-americano, eu ficaria satisfeito se Canuto empregasse essa sutil técnica da arte de interrogar, digo, de entrevistar - desenvolvida por agentes do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) - com Daniel Dantas, Paulo Maluf ou Darly Alves da Silva, este último condenado por ter encomendado a morte de Chico Mendes. Imagina a reação.
Só uma ressalva: O repórter semifosco soube por fontes seguras que, indiferente à ética jornalística, a mãe do rapaz esbofeteado aprovou o corretivo aplicado pelo repórter. Não bastasse abandonar o emprego e gastar toda a rescisão para ir de Fortaleza ao RJ assistir a um show, o garoto ainda renega a todo o esforço materno para lhe dar educação e fala um palavrão na tv, ao vivo. "Isso é coisa que se faça. O que os vizinhos vão pensar. Que a mãe não educou. Esse menino não se criou na rua, não".
TOM e JERRY
Ratos são suspeitos em incêndio que matou 100 gatos
Fogo destruiu um abrigo para animais perto de Toronto, no Canadá.
O fogo também matou três cachorros e alguns ratos que esperavam adoção.
O relatório inicial sobre o incidente diz que ratos ou camundongos teriam roído a fiação elétrica do teto do prédio, o que teria causado o incêndio.
"É triste e irônico que ratos tenham provocado as chamas que mataram os gatos", disse o porta-voz do abrigo Sociedade Humanitária Ian McConachie.
"Infelizmente, os ratos também devem ter morrido no incêndio."
O fogo causou um prejuízo de US$ 250 mil (R$ 600 mil) e o incidente ainda está sendo investigado pelas autoridades canadenses.
Ao todo, apenas nove cachorros, dois gatos e um rato foram retirados com vida do prédio em chamas.
Eles foram mandados para outro abrigo, enquanto a sede da Sociedade Humanitária na cidade de Oshawa é reconstruída com a ajuda de voluntários. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC".
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Comentários (01)
Paladino Semifosco - A imprensa mundial tem a obrigação de acompanhar o desenrolar das investigações. Além da fumaça e do cheiro de churrasco, muitas dúvidas continuam pairando no ar.
Antes de mais nada, os investigadores devem evitar prejulgamentos, buscando identificar se os responsáveis pelo incêndio eram ratos ou camundongos, evitando assim que inocentes sejam criminalizados por algo que não cometeram. Um equívoco de tal natureza, além de lançar o descrédito sobre a Justiça, tende a reforçar velhos preconceitos contra minorias já bastante perseguidas.
Também resta saber se as autoridades canadenses pedirão o indiciamento dos responsáveis pelo incêndio que vitimou tantos pobres animais, entre eles alguns ratos órfãos já bastante maltratados pela má sorte e que morreram antes de verem realizado o sonho de encontrar uma família para chamar de sua.
Por fim, cabe a dúvida se os responsáveis por tocar fogo na palhoça serão indiciados. E, se forem, se responderão a crime culposo (sem intenção de ferir ou matar) ou doloso (intencional). Foi um crime premeditado, um múltiplo assassinato que deu errado, ou uma tentativa de suicídio que fugiu ao controle?
Qualquer que seja o caso, prevejo que a defesa deverá sustentar que seus clientes são inimputáveis por o crime ter sido motivado pela fome.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Mídia e Operações Policiais: quem não está confuso não entendeu nada
O que fala às câmeras criou as revistas Veja (terá algum arrependimento?), IstoÉ, Quatro Rodas e os jornais da Tarde e da República. Atualmente, é diretor de redação de CartaCapital. Em suma, o jornalista Mino Carta não fez pouco pelo jornalismo tupiniquim, mas deve escapar à “honra” de ser biografado por Pedro Bial que, por razões óbvias, prefere Roberto Marinho.
Já o autor do artigo abaixo, Ricardo Kotscho, trabalhou nos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil, entre outros, ao longo de mais de 40 anos de profissão. Ligado ao PT, ou, na verdade, a Lula, a quem conheceu ao cobrir o movimento sindical e as greves metalúrgicas durante a década de 1970, assumiu a Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República durante o primeiro governo do ex-metalúrgico. Deixou o cargo ainda durante a primeira gestão, antes que irrompe-se, em 2005, a chamada “Crise do Mensalão”.
No que pese o que alguns podem classificar como “falta de isenção” e outros como “consciência de classe”, não dá para não prestar atenção quando esses dois analisam o papel desempenhado pela mídia brasileira e os efeitos desse comportamento sobre a sociedade.
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O preço da propina: R$ 18 milhões para juízes, políticos e jornalistas
Hoje (18), os jornais publicam o preço da propina paga à suposta rede de corrupção que protegia o banqueiro Daniel Dantas nas atividades criminosas de que é acusado: R$ 18 milhões
Ricardo Kotscho - http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/balaio-do-kotscho/noticias/235/
Pelos bilhões envolvidos nestas atividades, sei que esta quantia é troco de táxi, mas pode explicar muita coisa estranha na cobertura do caso. Quem fez esta constatação não fui eu, mas o bravo colega Luciano Mendes Costa, em seu comentário no programa de rádio do Observatório da Imprensa.
A revelação da quantia investida para conquistar os corações e as mentes de juízes, políticos e jornalistas, publicada pelo jornal "O Globo", foi feita pelo delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro, um dos responsáveis pelo inquérito que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, durante reunião de três horas com a cúpula da Polícia Federal, no dia 14 de julho.
Mino Carta e a "mídia nativa" (I)
Na mesma linha, Amaury Portugal, presidente do sindicato dos delegados da PF paulista, disse durante a abertura do congresso nacional da categoria, em São Paulo, que o crime organizado se infiltrou em todos os poderes.
"A Polícia Federal é um dos alvos disso. Nós, que conhecemos a instituição, sabemos que o que está colocado na imprensa não procede", afirmou Portugal à "Folha", a respeito das suspeitas de que houve grampo ilegal contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Parece que os advogados do banqueiro tentam controlar todo o processo, vetando juízes, anulando inquéritos, escolhendo políticos mais simpáticos à causa ou até indicando quais jornalistas devem ou não fazer a cobertura do caso. Podem até não conseguir, mas estão no papel deles de tentar. Resta saber como cada um cumprirá seu papel nesta história.
sábado, novembro 15, 2008
Sábado, 15 de Novembro de 2008
Abaixo, música brasileira para dançar.
quarta-feira, novembro 05, 2008
A Família Schürmann do Surf
Para comemorar o feito de uma turma de amigos “que sonhava em criar uma revista de surf” em uma época em que o esporte ainda não se profissionalizara, os repórteres perguntaram a 25 das pessoas mais influentes do setor quais são os seus sonhos enquanto surfistas.
As respostas variaram desde ser campeão mundial e viver profissionalmente do surf até surfar ondas perfeitas em praias com fundo de coral artificial ou piscinas com ondas. Uma boa parte, no entanto, não fugiu ao óbvio: poder correr o mundo atrás das melhores ondas com apenas alguns poucos amigos.
Contemplando (ou alimentado) tal fantasia, a revista trouxe como brinde o mais recente vídeo (Nalu) do freesurfer e big-rider Everaldo Pato.
Freesurfer é o sujeito talentoso e sortudo que, mesmo patrocinado, não tem que disputar campeonatos, bastando-lhe viajar (com parte das despesas pagas), pegar as melhores e mais vistosas ondas e possibilitar que a logomarca do patrocinador apareça bem em fotos e vídeos. Já big-rider é o cabra “hómi”, muito “hómi”, capaz de se atirar em ondas de cinco, seis metros, e que, em condições especiais, podem atingir o dobro disso.
Narrado a partir do ficcional ponto de vista da filha de Pato com sua esposa Fabiana Nigol - a pequena Nalu, do título, foi concebida durante as andanças do casal pelo globo -, o vídeo demonstra uma originalidade que transcende os habituais vídeos de surf.
Da mesma forma que Fábio Fabuloso (uma cinebiografia do paraibano Fábio Gouveia), Nalu atende às expectativas de surfistas que esperam ver Pato em ação, dropando as maiores ondas do planeta, mas também envolve quem não distingue Teahupoo de Paúba.
Para estes, o foco é deslocado para a história de um rapaz carismático e simples que, tendo um sonho, abriu mão de estabilidade, conforto e segurança para concretizá-lo. Do surfista que, fugindo aos estereótipos, casou-se e passou a viajar acompanhado pela esposa. Da garota que, insatisfeita com a rotina das grandes cidades, decidiu se aventurar e seguir ao lado do homem que ama e com quem teve sua filha, que já começa a viajar junto com os pais e seus amigos “malucos”.
Satisfeitos também devem ter ficado os patrocinadores de Pato, felizes de ver suas marcas associadas à idéia de que não há satisfação maior que a realização de um sonho.
domingo, novembro 02, 2008
Atores de Macapá lutam para atrair público e fazer teatro de qualidade
Além disso, se quiserem assistir a qualquer peça de algum importante grupo teatral, os macapaenses têm que viajar para outros estados. “Nunca tivemos a oportunidade de assistir a um José Celso Martinez Corrêa, a um Antunes Filho ou a um Gerald Thomas. O que vêm são os grupos globais, um teatro de riso fácil e que tem platéia certa. Poucos grupos de teatro contemporâneo vêm a Macapá”, reclama o ator Paulo Alfaia, dizendo que a exceção são as companhias e atores que viajam o país como atração do Palco Giratório, um projeto do Serviço Social do Comércio (Sesc).
Atualmente, os mais de 300 mil moradores da capital dispõem de apenas dois espaços cênicos. Um é o Teatro das Bacabeiras. Além dos 705 lugares na platéia, o teatro conta com salas secundárias projetadas para abrigar oficinas e os ensaios de espetáculos. Boa parte dos eventos oficiais realizados em Macapá ocorre no Bacabeiras, que também é disputado por empresas interessadas em promover eventos.
O outro local destinado às encenações teatrais é o chamado Teatro Porão do Sesc Araxá. “Isso aqui era um depósito de lixo e nós decidimos transformá-lo num teatro de arena improvisado”, explica Alfaia. Além de atuar, ele dirige a única peça teatral (Bent, escrito pelo dramaturgo norte-americano Martin Sherman, retrata à perseguição nazista aos homossexuais na Alemanha da década de 1930) em cartaz durante a semana em que a reportagem da Agência Brasil passou na cidade.
Envolvido com teatro há mais de 20 anos, Alfaia diz que há poucos exemplos de atores que vivem exclusivamente das artes cênicas na cidade. Segundo ele, é muito difícil atrair o público, ainda pouco acostumado com o teatro. “É muito difícil viver de arte em Macapá. Todo o elenco tem outras atividades e a única instituição que nos dá apoio é o Sesc [Serviço Social do Comércio]. Buscamos apoio de políticos, de universidades, mas acabamos tendo que tirar dinheiro de nosso próprio bolso para produzir o trabalho da forma que queremos”, queixa-se.
Diretora-adjunta do Centro de Educação Profissional de Artes Visuais Cândido Portinari, unidade de ensino mantida pelo governo estadual e única a oferecer um curso gratuito para os interessados em se iniciar no teatro, Rosana Olívia Souza aponta duas razões principais para as dificuldades do teatro macapaense.
“Falta apoio dos empresários. Eles poderiam investir e apoiar o que é feito na cidade”, diz Rosana. “Além disso, as pessoas aqui não estão habituadas a valorizar nossos artistas, a pagar para assistir a um espetáculo teatral local. Temos peças de qualidade, mas nem mesmo as de maior sucesso local conseguem sobreviver apenas da bilheteria”, assinala a diretora.
Segundo Rosana, entre crianças, jovens e adultos, a Cândido Portinari atende cerca de 40 estudantes de teatro. O centro profissionalizante também mantém cursos de artesanato e de artes plásticas. Esse último, informa Rosana, também beneficia as artes cênicas, já que capacita profissionais que poderão trabalhar com a confecção de cenários e figurinos. “Precisamos que as pessoas vejam nas artes não apenas uma forma de entretenimento, mas também uma profissão”.
Para Alfaia, no entanto, atrair o público macapaense exige peças bem feitas e diversificadas, o que exige investimentos públicos e privados nos grupos e atores. “Temos que nos preocupar com a formação de platéia. Não dá para dizer que o macapaense não tem o hábito de ir ao teatro, porque ele só passará a frequentar um se houver uma produção cultural local. Para isso, precisamos de incentivo”, defende o ator, que diz já ter encenado peças para apenas duas pessoas, mas reconhece o esforço da Secretaria Estadual de Cultura.
“Mesmo assim, acho que é mais difícil fazer teatro em Macapá que no restante do país. Nas Regiões Sul e Sudeste, as instituições dão mais apoio às artes. Não apenas as instituições governamentais, mas também os empresários, por meio da Lei Rouanet. Aqui esse apoio não chega. Que eu saiba não há qualquer grupo beneficiado com a Rouanet”, diz Alfaia, que foi um dos ganhadores do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, com um espetáculo de outro grupo. A peça, segundo ele, ironizava o consumismo exacerbado.
sábado, novembro 01, 2008
Um "Segredinho" Escondido no "Meio do Mundo"
Há 37 anos a família de Júnior vive dos sorvetes feitos com frutas e matéria-prima obtidas na própria região. Araçá, taperebá, tapioca, cupuaçu, bacuri, murici, capim santo, gengibre e jaca são alguns dos mais de 40 sabores à disposição da clientela que inclui deputados federais pelo Amapá e tripulantes de companhias aéreas. Gente que sempre dá um jeitinho de levar um isopor de sorvete para Brasília ou para suas casas.
O campeão de vendas, diz Júnior, é o chamado Marabaixo, feito com castanha do Pará, doce de cupuaçu, coco, e um “segredinho” que os proprietários não contam a mais ninguém. E olha que, de acordo com Júnior, não lhes falta generosidade para ensinar sua arte. Até mesmo em Brasília já existe uma sorveteria muito famosa cujo dono aprendeu as noções básicas do ofício na “capital do meio do mundo”.
Segundo Júnior, ainda que alguns membros da família tenham decidido diversificar os negócios abrindo estabelecimentos de outros tipos, a Jesus de Nazaré segue funcionando como quando seu pai a inaugurou. “Não servimos qualquer tipo de cobertura porque achamos que isso seria um crime. O que queremos é tirar a essência da fruta. Meu objetivo é que, quando você experimentar nosso sorvete, sinta estar comendo a fruta gelada”.
Os sorvetes não levam conservantes e são feitos em uma quantidade suficiente apenas para o dia em que são feitos. Portanto, quem chegar tarde corre o risco de não conseguir experimentar o Marabaixo. Cada bola – seja no copo, seja na casquinha – custa R$ 4.
Sorveteria Jesus de Nazaré - Rua Leopoldo Machado, 737
sexta-feira, outubro 31, 2008
Teatro Macapaense

Escrita em 1979 pelo dramaturgo norte-americano Martin Sherman, a história trata da perseguição nazista aos homossexuais à partir da segunda metade da década de 1930.
quinta-feira, outubro 30, 2008
UM LUGAR BONITO

As placas de sinalização indicam que, oficialmente, a edificação construída no s
éculo XVIII se chama Fortaleza de São José. No entanto, desde a reforma que consagrou o local às margens do Rio Amazonas como motivo de orgulho dos macapaenses, todo o entorno da fortaleza passou a ser chamado popularmente como “Lugar Bonito”.Além disso, a brisa e a umidade fluvial são motivos a mais para que macapaenses de todas as idades e classes sociais que buscam refúgio contra o calor “do meio do mundo” (Macapá é cortada pela linha do Equador) se espalhem por bancos e pelos jardins que cercam a fortaleza.
terça-feira, outubro 28, 2008
Naked Lunch Amazônico

Eu não usei qualquer alucinógeno durante minha estadia em Macapá (AP). Nem mesmo a famosa gengibirra eu experimentei. Talvez por isso essa coisa não tenha chegado a conversar comigo. Mesmo assim, a partir do depoimento de macapaenses que viram essas fotos, posso lhe assegurar que isso é uma barata. Uma barata d´água. E as fotos falam por sí: uma barata d´água maior do que uma caneta. Alguém me disse que "ah, mas essa deve ser filhote". Outra pessoa me disse que ela voa. E uma terceira que sua "picada" provoca febre. A partir daí, passei a dormir com as janelas fechadas.
segunda-feira, outubro 27, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008
O que Obama diz ouvir e o que os eleitores tiveram que escutar
Em relação ao Brasil e a América Latina, especialistas afirmam que o democrata tende a ser tão protecionista quanto qualquer outro presidente norte-americano foi ou será. Entretanto, uma coisa é fato: Obama é pop.
Filho de um imigrante queniano e mulçumano, o candidato nasceu no Havaí, viveu alguns anos de sua infância na Indonésia e, de volta aos EUA, estudou na prestigiada Harvard. Durante a campanha presidencial, no entanto, alegou não ser mulçumano e evitou ressaltar o fato de poder se tornar o primeiro negro da História a governar a maior potência mundial. Além disso, também não costuma falar sobre a controversa questão da anexação, em 1898, do arquipélago havaiano pelos EUA.
Com seu histórico, Obama parece ter reacendido em boa parte do eleitorado as esperanças sobre a terra “das Oportunidades” ou “Promissora” . Sua campanha foi exitosa ao associá-lo à mudança com que sonha parcela dos norte-americanos e do resto do mundo após oito anos de gestão Bush Jr.
Somados todos esses fatores e considerada a estratégia de sua campanha, Obama atraiu o apoio de músicos, atores e artistas em geral. Além de reforçar sua imagem de sujeito “cool”, as celebridades com certeza lhe trarão votos preciosos.
O cd lançado por seu comitê para arrecadar fundos para sua campanha contou com nomes de peso da música e virou um sucesso na internet. Músicos do peso de Sheryl Crow, Lionel Richie, Adam Levine (do Maroon 5), Stevie Wonder, John Mayer, Jill Scott e outros cederam suas canções para que Obama recolhesse alguns dólares com a venda de Yes, We Can: Voices of a Grassroots Movement.
Eu, no entanto, acho que o cd não está à altura das músicas de que Obama diz gostar durante entrevistas sobre o assunto. Portanto, tomando por base as entrevistas que o candidato concedeu às revistas Rolling Stone e Blender, preparei um playlist com “as canções do Obama”. Somei às músicas citadas pelo democrata algumas que foram gravadas por artistas entusiasmados com sua candidatura.
À Blender, Obama apresentou a seguinte relação musical: Ready or Not (Fugees); What´s Going On (Marvin Gaye); I´m On Fire (Bruce Spingsteen); Gimme Shelter (Rolling Stones); Sinnerman (Nina Simone); Touch the Sky (Kanye West); You´d Be So Easy to Love (Frank Sinatra); Think (Aretha Franklin); City of Blinding Lights (U2) e Yes We Can (Will.i.am, do Black Eyed Peas).
À Rolling Stone, Obama destacou o quanto gosta de Bob Dylan e de Bruce Springsteen. Também disse gostar de jazz. Em outras entrevistas, ele citou a obra de Louis Armstrong. Como não mencionou uma música em particular, escolhi uma de que gosto muito e que, se fosse o coordenador da campanha, diria ser oportuna: We Have All The Time in the World. Quer uma mensagem mais esperançosa que essa para vender para o eleitorado.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Toca o play!
De Stevie Wonder à Amy Winehouse, procurei unidade em The Jacksons Five, Outkast, Macy Gray, George Clinton e dois rappers da chamada "old school": o forte apelo dançante da música black.
E, ao final, ainda há um link para minha primeira experiência com o imeem (#01). Só rock.
Semana que vem, na sexta (17), tem o #03: Obama´s Music. E o atual playlist é transferido para aqui abaixo.
sexta-feira, outubro 03, 2008
Impressões de um semi-fosco numa cidade classe média
Treze reais por uma garrafa de tinto de La Rioja, Argentina, foi a melhor coisa que encontramos em São Caetano do Sul (SP) - minto, há também uma boa pista de skate em frente ao terminal de ônibus, no Centro -, cidade com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e apenas 15 quilômetros quadrados. De resto, nada digno de nota.
Compreensível. Quem viaja para a “melhor cidade do país” e se põe a procurar cortiços não deve mesmo esperar o sono dos justos. Como punição, coube-me carregar o insustentável peso de um notebook que não tem dúvidas e que se nega a me revelar onde se esconde a interrogação. O celular que trouxe comigo só faz chamadas de emergência. Para o caso de eu precisar acionar a polícia ou o SAMU sulsaocaetanense. E meu cartão do banco também não funciona. Ou seja, viajei mil quilômetros para exercitar o desapego.
Leio que os “eleitores de São Caetano do Sul não se iludem com ações populistas”. Bom isso, né. Assim eu fico mais tranqüilo. Porque embora a prefeitura tenha reconhecido que a cidade tem sim cortiços, ninguém soube me apontar um. Agora, a cidade tem eleitor classe média. Ah, isso tem. Do tipo que toma vinho a R$ 13. O que eles sabem da vida eu ainda não descobri.
terça-feira, setembro 30, 2008
segunda-feira, setembro 29, 2008
A Cauda Longa**
Nesta primeira experiência, baixei algumas músicas apenas para ver se a ferramenta iria funcionar bem no meu blog. Deu certo.
(** O livro A Cauda Longa (Ed. Campus, 229 pág) foi publicado nos EUA em julho de 2006 e é o resultado de um detalhado estudo desenvolvido por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, que analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entrenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos.
Antes da Internet, a oferta de produtos era feita única e exclusivamente através de meios físicos: um produto físico, distribuído através de um modelo de distribuição físico, exposto em lojas físicas, que atendiam os consumidores de determinada região. Nesse modelo, os custos de armazenagem, distribuição e exposição dos produtos são muito altos, o que torna economicamente viável apenas a oferta de produtos populares, para o consumo de massa. E é justamente por isso que crescemos acostumados a consumir um número reduzido de mega-sucessos; pop stars, block busters etc. Um varejista tradicional, que tem custos fixos altíssimos para manter sua loja aberta, não tem espaço nas prateleiras para ofertar um produto que não venda pelo menos algumas dezenas de exemplares todo mês. Essa é a cultura de hit.
Com o surgimento do mundo virtual, estamos cada vez mais transformando em bits o que antes era matéria. E é justamente o rompimento das barreiras físicas que torna possível a criação de modelos de negócios de Cauda Longa, em que a oferta de produtos é praticamente ilimitada, uma vez que os custos de armazenagem e distribuição digitais são infinitamente inferiores. Produtos economicamente inviáveis no modelo de hit encontram no meio digital seus consumidores. Por sua vez, os consumidores que antes tinham acesso a um número reduzido de conteúdos, passaram a ter uma variedade quase que infinita de novas opções. E passaram a experimentar mais, consumir produtos que até então desconheciam. É essa variedade e essa nova experimentação que proporcionam as alterações no consumo tradicional (Não é à toa que a geração da Internet é menos fiel às marcas e mais predisposta a consumir novos produtos).
O que antes era um mercado ignorado, não só passa a ter valor como vem crescendo a cada ano. Peguemos como exemplo o mercado de músicas digitais. Somadas, todas as centenas de milhares de músicas menos populares, de bandas menores ou desconhecidas no mainstream (novos nichos), cujas faixas vendem apenas alguns downloads ao ano na iTunes, já representam um volume de vendas equivalente ao dos poucos hits produzidos para vender milhões de unidades. - fonte: Wikipédia)
sexta-feira, setembro 26, 2008
foto: CaetanaDe passagem pela França, o surfista prego brasiliense viu nosso conterrâneo brilhar nas ondas de Hossegor. E numa demonstração de que surfista não é alienado, Leite visitou Paris, chegando inclusive a dar três voltas ao redor da Torre Eiffel. Perguntado sobre a emoção de ter estado em um dos mais conhecidos cartões-postais mundiais, Leite foi suscinto. "Falta uma feirinha com barracas de sururu, açaí e de pastel e caldo de cana como as que a gente encontra na Torre de TV, em Brasília".
Leite só diz ter ficado eufórico ao se dar conta de que a bonitona que dirigia o carro que quase o atropelou era ninguém mais do que a atual primeira-dama francesa. "Ela olhou esse latino estuporado junto à calçada e eu tive certeza de que era a Laura Pausini".
quinta-feira, setembro 25, 2008
Você viu? O surfista guarujaense Adriano Mineirinho obteve o terceiro lugar no Quiksilver Pro France 2008, oitava etapa do campeonato mundial de surf, o chamado WCT. O campeão de Hossegor foi o também australiano Adrian Buchan. Em sua primeita vitória no WCT, Buchan superou o octacampeão mundial Kelly Slater. Com o segundo lugar, o fenômento norte-americano está prestes a erguer o título de campeão mundial pela nona vez. Para tanto, basta que ele termine em nono lugar na próxima etapa do circuito, que acontecerá nas pesadas ondas de Mundaka, na Espanha. Caso contrário, o WCT deve mais uma vez ser definido em Santa Catarina.








