Pouco mais de quatro meses após fazer um elogiadíssimo show que levou cerca de 12 mil pessoas a lotarem o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, o músico Criolo voltou a se apresentar na capital federal, nessa quinta-feira (27).
Dessa vez a apresentação aconteceu em local de mais fácil acesso - a praça do Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, ao lado da rodoviária e do metrô. E foi antecedida pelo show de Marcelo Jeneci. Ainda assim, o público foi menor. Um pouco devido à forte chuva que caiu logo após o horário previsto para o início dos shows, mas principalmente porque era quinta-feira. Apesar do folclore, em Brasília a galera trabalha no dia seguinte.
A chuva atrasou toda a programação do evento, o Celebrar Brasília (que, em anos anteriores, trouxe à cidade Moby e Gothan Project). Agendado para as 21 horas, o rapper paulistano, principal atração da noite, só pisou no palco as 23h55. E não bastasse a impaciência e o cansaço de parte do público, o som, inicialmente, esteve bem ruim. Muito baixo, escondeu o punch, a pegada da banda que acompanha Criolo. Quem estava mais para trás mal ouvia a voz do cantor, que dirá alguns dos instrumentos. E, putz!, como havia gente longe do palco. Os organizadores do evento (Celebrar Brasília) decidiram reavivar a infeliz prática de reservar parte do espaço para o público `vip´. Tá certo que qualquer um poderia ser vip, bastando, para isso, trocar um aparelho eletrônico velho por uma entrada, mas a iniciativa separatista não se justifica já que o espaço é público.
Atrasado e com o som deixando a desejar, Criolo pediu desculpas já ao fim da segunda música. Disse que não sabia de quem era a responsabilidade pelo atraso, mas que qualquer que fosse o motivo, a demora excessiva era um desrespeito com quem dependia de ônibus ou metrô para voltar para casa. "A maioria", arriscou o paulistano. Àquela hora, no Plano Piloto? Desconfio que não, mas isso não importa e não invalida a bronca do rapper, já que o atraso, mesmo com a chuva, foi excessivo.
Agora, se com tudo isso contra, Criolo conseguiu reverter o jogo e conquistar a plateia ao fim das quatro primeiras músicas....é um claro indício do quanto o cara é bom. Mesmo que longe de repetir a epifania que foi a apresentação de abril, no CCBB, Criolo fez valer a espera e as poucas horas de sono de quem, como eu, tinha que acordar cedo no dia seguinte.
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sábado, setembro 29, 2012
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