Direto do Centro Cultural Vergueiro, onde Guilherme Granado lança o segundo álbum de seu projeto solo...
espaço reservado para o vídeo
quinta-feira, julho 22, 2010
domingo, julho 18, 2010
Semifosco Trotamundo
Em duas semanas...Orla da Praia de Santos (SP); Terminal Barra Funda, em São Paulo (SP); Marina Silva inaugura a primeira das Casas de Marina (espécie de comitê eleitoral organizado voluntariamente por seus simpatizantes) no bairro de Campo Lindo, extremo Sul de São Paulo; o candidato presidencial José Serra faz campanha no centro de Campinas (SP); o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckimin, e o candidato ao Senado, Orestes Quércia, ajoelhados na Igreja Matriz de Jundiaí (SP); Aeroporto Internacional de Brasília (DF); vegetação resiste à seca em Superquadra de Brasília (DF); Avenida Consolação, em São Paulo (SP) com o Minhocão ao fundo e Santos, hoje (18)


domingo, julho 04, 2010
Orgulho de Ser Santista
Evoé José Bonifácio, Bartolomeu de Gusmão, Benedicto Calixto, Gilberto Mendes, Plínio Marcos e aos muitos Querôs, Celso Amorim, Mário Covas, Sérgio Mamberti, Renato Teixeira, Vicente de Carvalho, Tomas Rittscher (o primeiro homem no Brasil a deslizar sobre uma onda usando uma prancha, ainda em 1934), Aloizio Mercadante, Esmeraldo Tarquínio, Nuno Leal Maia, Homero Naldinho, Almir e Picuruta Salazar e a todos os H-Prol boy´s (espécie de Dogtown caiçara).
Um salve aos irmãos José e Raphael Herrera, a Nair Lacerda, Cassiano Nunes, Oscar Magrini, Garage Fuzz e Charlie Brown Jr., Cristiano Navarro, Bete Mendes, Rubens Edwald Filho, José Roberto Torero, Rui Ribeiro Couto, ao cientista José Fernando Perez, Paulo Vilhena, Abel Neto, Luciano Faccioli, Rogério Sampaio, Fábio Goulart, Paulo Celestino e Luiz Fernando Marques (Lube), do Grupo XIX de Teatro. E principalmente aos portuários e sindicalistas que fizeram com que, por muito tempo, a hoje "sonífera ilha" fosse conhecida como a "Capital Vermelha" do país.
Em homenagem a todos os santista, uma mostra de algo de essencial que resiste à modorra e à turma do Não que tenta a todo o custo silenciar a alma festiva da população: a Roda de Samba do Ouro Verde (clique aqui para saber mais)
Um salve aos irmãos José e Raphael Herrera, a Nair Lacerda, Cassiano Nunes, Oscar Magrini, Garage Fuzz e Charlie Brown Jr., Cristiano Navarro, Bete Mendes, Rubens Edwald Filho, José Roberto Torero, Rui Ribeiro Couto, ao cientista José Fernando Perez, Paulo Vilhena, Abel Neto, Luciano Faccioli, Rogério Sampaio, Fábio Goulart, Paulo Celestino e Luiz Fernando Marques (Lube), do Grupo XIX de Teatro. E principalmente aos portuários e sindicalistas que fizeram com que, por muito tempo, a hoje "sonífera ilha" fosse conhecida como a "Capital Vermelha" do país.
Em homenagem a todos os santista, uma mostra de algo de essencial que resiste à modorra e à turma do Não que tenta a todo o custo silenciar a alma festiva da população: a Roda de Samba do Ouro Verde (clique aqui para saber mais)
segunda-feira, junho 21, 2010

"Atenção! Pensando em sua comodidade, nos dias em que houver jogo da seleção brasileira, a CPTM irá adiantar o horário de pico. Próxima estação, Imperatriz Leopoldina. Desembarque pelo lado esquerdo do trem".
Bem-vindo a São Paulo. Graças a Deus, aqui há sempre alguém preocupado com a nossa comodidade e disposto a nos aliviar de qualquer peso necessário.
Após duas semanas de muito frio, a temperatura voltou a esquentar e o semifosco redator começa a se animar a percorrer o roteiro culturas da louca paulicéia. Uma peça com a Denise Fraga - A Alma Boa de Setsuan, de Bertold Brecht -, outra do CPT do Antunes - Policarpo Quaresma -, um filme meia-boca - Pânico na Neve e, hoje, um bom show da banda Guizado.
terça-feira, maio 25, 2010
Quem pode explicar a razão do pinto de peitos ter nascido com o bico preto?
Hã?
Sim meninos, o pinto de peitos tem o bico preto e o seu pio é escuro
Que raios o Fernando Catatau tá querendo dizer? Fernando quem? Catatau, o cearen
se que, vivendo em São Paulo, se tornou um dos artistas a personifica o que é a nova música em tempos de pulverização do sucesso: ralação esquema punk. Do it yourself.
se que, vivendo em São Paulo, se tornou um dos artistas a personifica o que é a nova música em tempos de pulverização do sucesso: ralação esquema punk. Do it yourself. Além de tocar no Cidadão Instigado - que parece mesmo ser sua prioridade -, o cara é o guitarrista por detrás do festejado último disco do Otto, toca com Vanessa da Mata, grava com o coletivo Instituto...e compõe coisas como isso...
Ele não é hermano
Fica dado o recado: dia 17 de junho, Cidadão Instigado toca em Brasília.
segunda-feira, maio 24, 2010
A Difícil Arte de Partir - VOL. 1: Explicações
Eu e minha namorada tínhamos acabado de entrar em casa qua
ndo o telefone tocou. Atendi a contragosto, mas me animei quando reconheci a voz amiga vinda do outro lado da linha. Ainda que ela soasse ansiosa.
ndo o telefone tocou. Atendi a contragosto, mas me animei quando reconheci a voz amiga vinda do outro lado da linha. Ainda que ela soasse ansiosa. -
_ Porra! Que história é essa? - intimou a voz.
-
_ Ô, off the boff! A que devo a honra após tanto tempo? - ironizei, adivinhando a razão da irritação de meu amigo Carlos Leite, o surfista prego que conheci assim que cheguei em Brasília e que, neste espaço de cinco anos, largou um emprego estável e pouco promissor, deixou a namorada, vendeu a bateria que não poderia carregar consigo e passou a viver de pequenos expedientes que lhe possibilitem cair na estrada em busca de ondas. Oceânicas ou sensoriais.
_ Ô, off the boff! A que devo a honra após tanto tempo? - ironizei, adivinhando a razão da irritação de meu amigo Carlos Leite, o surfista prego que conheci assim que cheguei em Brasília e que, neste espaço de cinco anos, largou um emprego estável e pouco promissor, deixou a namorada, vendeu a bateria que não poderia carregar consigo e passou a viver de pequenos expedientes que lhe possibilitem cair na estrada em busca de ondas. Oceânicas ou sensoriais.
-
_ Não vem com história não, véio! Tu não ia me contar?
-
_ Ué, estava esperando você voltar seja lá de onde esteja chegando.
-
_ Eu estava em Natal, mas agora estou indo praí.
_ Não vem com história não, véio! Tu não ia me contar?
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_ Ué, estava esperando você voltar seja lá de onde esteja chegando.
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_ Eu estava em Natal, mas agora estou indo praí.
-
E desligou. Passados vinte minutos ouvi o barulho da catraca de uma bicicleta e do pneu sob o piso de mármore. O interfone tocou e eu nem precisei perguntar quem era. Abri as portas e o sujeito bronzeado não tardou a surgir diante de mim. Abracei-o mais efusivamente que de costume – já havia dito a minha namorada que nos últimos dias tenho andado emotivo.
E desligou. Passados vinte minutos ouvi o barulho da catraca de uma bicicleta e do pneu sob o piso de mármore. O interfone tocou e eu nem precisei perguntar quem era. Abri as portas e o sujeito bronzeado não tardou a surgir diante de mim. Abracei-o mais efusivamente que de costume – já havia dito a minha namorada que nos últimos dias tenho andado emotivo.-
_ Pô, paulista. Como assim?
_ Pô, paulista. Como assim?
-
_ Pois é! Já tá sabendo, não é?
_ Pois é! Já tá sabendo, não é?
-
_ Caraco, meu. Tu tá louco?
_ Caraco, meu. Tu tá louco?
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_ Já ouvi isso de outras pessoas, mas imaginei que você, mais do que ninguém, iria entender. Afinal, esse sempre foi meu plano. Comentei isso contigo várias vezes.
_ Já ouvi isso de outras pessoas, mas imaginei que você, mais do que ninguém, iria entender. Afinal, esse sempre foi meu plano. Comentei isso contigo várias vezes.
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_ Sim, mas não tem nada a ver, véio! Tu é sussa, tá a pampa aqui. Vai fazer o quê em Caos?
_ Sim, mas não tem nada a ver, véio! Tu é sussa, tá a pampa aqui. Vai fazer o quê em Caos?
-
_ Trabalhar. No mesmo emprego, só que a noventa quilômetros da praia. Cara, pensa só. Vou voltar a pegar onda ao menos aos finais de semana. Se marcar, consigo uma vez ou outra fazer um bate-volta no meio da semana. Não estou entendendo tua reação.
_ Trabalhar. No mesmo emprego, só que a noventa quilômetros da praia. Cara, pensa só. Vou voltar a pegar onda ao menos aos finais de semana. Se marcar, consigo uma vez ou outra fazer um bate-volta no meio da semana. Não estou entendendo tua reação.
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_ Pô, véio...com quem mais aqui em Brasília eu vou assistir a vídeos de surf? Quem teria ido comigo àquela exposição de pranchas no Park Shopping? E quem vai querer ouvir meus relatos quando eu voltar das surf-trips?

_ Pô, véio...com quem mais aqui em Brasília eu vou assistir a vídeos de surf? Quem teria ido comigo àquela exposição de pranchas no Park Shopping? E quem vai querer ouvir meus relatos quando eu voltar das surf-trips?
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_ Eu acho que você tá precisando arrumar uma namorada, mas quanto às histórias, continua me escrevendo que eu as publico no meu blog. Deve ter três ou quatro pessoas que as lêem.
_ Eu acho que você tá precisando arrumar uma namorada, mas quanto às histórias, continua me escrevendo que eu as publico no meu blog. Deve ter três ou quatro pessoas que as lêem.
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_ Véio, já pensou no trânsito, no barulho? Como é que tu vai trocar essa tranquilidade, esse céu, por aquela selva de concreto?
_ Véio, já pensou no trânsito, no barulho? Como é que tu vai trocar essa tranquilidade, esse céu, por aquela selva de concreto?
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_ Pois é! Eu já pensei nisso. E concluí que é uma pena que dificilmente a gente consiga unir o melhor de dois mundos. Depois, eu vou e se não der certo volto com a certeza de que aqui é meu lugar. Melhor que passar mais cinco anos prometendo que no próximo ano eu vou. Aliás, se você não tivesse família e amigos de in
fância aqui eu diria que você deveria fazer o mesmo.
fância aqui eu diria que você deveria fazer o mesmo.-
_ O argumento não pareceu convencer meu amigo, mas como não soube o que dizer, Leite lançou um olhar a nossa volta como quem tentasse memorizar um cenário que sabe que verá pela última vez. Caminhou até a estante e correu os dedos pelos vídeos de surf até retirar um: Nalu.
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_ Cê tá louco?!? Aqui é meu QG. Pode não ter onda, praia, grandes shows, muvuca nas ruas, mas ainda é das melhores cidades do país para se viver.
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_ Concordo em parte contigo. E por isso mesmo essa não foi uma decisão fácil. Por mais que eu sempre tenha dito que ia, na hora h foi difícil me decidir a abrir mão das comodidades brasilienses. Mas acho que pra mim agora deu.
-
_ Então você está decidido?
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_ Acho que as circunstâncias decidiram por mim, mas lembre-se da primeira conclusão: Remou, tem que dropar.
_ Acho que as circunstâncias decidiram por mim, mas lembre-se da primeira conclusão: Remou, tem que dropar.
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_ Sei, sei....E a segunda é que a onda do vizinho sempre nos parece mais lisa e cavada que a nossa.
_ Sei, sei....E a segunda é que a onda do vizinho sempre nos parece mais lisa e cavada que a nossa.
-
_ Ah, deixa disso, cara...Até parece que tu tem razão para ficar com inveja de mim. Até porque tu quase não para mais aqui. Pensa só: vai ficar mais fácil a gente marcar uma s
ession juntos. Quando for a São Paulo basta me ligar. Vai até poder ficar em casa.
_ Ah, deixa disso, cara...Até parece que tu tem razão para ficar com inveja de mim. Até porque tu quase não para mais aqui. Pensa só: vai ficar mais fácil a gente marcar uma s
ession juntos. Quando for a São Paulo basta me ligar. Vai até poder ficar em casa. -
_ Então é isso? Você está certo disso?
_ Então é isso? Você está certo disso?
-
_ Sim. Estes são meus últimos dias em Brasília.
-
_ Sim. Estes são meus últimos dias em Brasília.
-
_ Pô, então tu podia ao menos me deixar esse vídeo de lembrança, não?
domingo, abril 18, 2010
Moby em Brasília
Com a área externa do Museu da República lotada e sob o característico céu estrelado da capital federal, Richard Melville Hall, 44 anos, se valeu da companhia de uma excelente banda de apoio (que backing vocal!) para provar que a música eletrônica há muito não se resume mais ao “putz, putz” que alguns djs insistem em tocar (de hoje, basta citar as versões de Walk on The Wild Side, de Lou Reed, e a canção Honey, em que Moby competentemente encaix
O mais legal é que, lá pelas tantas, me dei conta de que gosto de Moby além do que imaginava, pois o cara é autor de várias músicas que assobiava sem saber de quem eram. Quer ver? Ouça Why does my heart feel so bad?, Porcelain, Disco Lies ou Troubles So Hard, para ficar apenas em algumas das que integraram o set list, em Brasília.
Assim, a semana do aniversário de 50 anos de Brasília começou bem.
sexta-feira, abril 16, 2010
Moby, de graça em Brasília
Neste sábado (17), brasilienses e quem estiver visitando a capital federal poderão curtir, de graça, o show do inglês MOBY. A apresentação está marcada para as 24h, no Museu da República, na Esplanada dos Ministérios.
quarta-feira, abril 14, 2010
Lembranças
Vai entender porque dentre tantas publicidades históricas, a que mais marcou minha infância foi essa, da dedetizadora D.D.Drin. Embora tenha ido ao ar no final da década de 1970, em São Paulo, ainda hoje eu me lembrava da letra da música, do efeito de luzes piscando e, principalmente, de que, na época, achava uma maldade interromperem uma festa tão animada e ainda por cima matarem os insetos-músicos. Quase ninguém com quem conversei se lembrava do comercial, mas ainda assim eu imagino que ele deve ter feito muito sucesso, já que permaneceu no ar durante anos.
sexta-feira, março 05, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Quarta-feira de Cinzas em Brasília
Hoje aprendi duas coisinhas interessantes observando os jornalistas
que trabalhavam na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, local onde o governador afastado José Roberto Arruda está preso desde a última quinta-feira. As duas mais significativas foram protagonizadas pelo repórter da Rede Bandeirantes, Fábio Panunzzio.
A primeira foi sobre o respeito que inspira um microfone e uma câmera de tevê, principalmente se usados por um profissional convicto de estar agindo corretamente.
Como um pequeno grupo de simpatizantes de Arruda estava atrapalhando o trabalho dos repórteres, gritando próximo às câmeras para tentar convencer o advogado de defesa de Arruda a não falar com os “urubus”, Pannunzio, ao fim da entrevista, não se conteve e reclamou com um dos homens, que elevou o tom das acusações, passando a xingar os repórteres.
Diante da intolerância e da má-educação da claque do governador, e vendo que o homem de cerca de dois metros e no mínimo 100 quilos, começava a se encher de razão, Pannunzio não pensou duas vezes. Chamou seu câmera, ligou o microfone e foi para cima do sujeito, visivelmente intimidado pelos equipamentos e por perguntas como se ele acreditava na inocência de Arruda, se tinha emprego e, se sim, o que estava fazendo no meio da tarde gritando em frente à PF.
A segunda lição, infelizmente protagonizada pelo próprio Pannunzio, foi de algo que, acredito, um jornalista deve evitar ao máximo: discutir com esse tipo de energúmeno. Não há razão capaz de se contrapor aos interesses que movem um sujeito como este. Não há sequer o que garanta que esses grupos sejam adeptos da discussão de pontos-de-vista sem que ela descambe para a violência.
Mais tarde, o clima voltou a esquentar após um sem-noção (este “contrário à corrupção que atinge os três poderes nacionais”) se aproximar do grupo de cerca de 70 pessoas e, sozinho, atear fogo a três bonecos de isopor com as fotos de Arruda e dos presidentes do Senado, José Sarney, e do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Além disso, o fogo também chamuscou uma bandeira do Brasil e isso foi a deixa para que o grupo que apóia Arruda fosse para cima do sujeito, que só conseguiu escapar ileso graças à presença e à intervenção dos jornalistas que praticamente o escoltaram para longe, enquanto policiais militares observavam a confusão sem nada fazer.
Torço para que o governador Arruda ou renuncie logo ao cargo, ou para que a PF o transfira para outro lugar mais afastado pois ao longo de dois meses e meio de crise política, a tensão vem crescendo dia a dia e, se as coisas continuarem como estão, não tardaremos a testemunhar algo mais grave.
que trabalhavam na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, local onde o governador afastado José Roberto Arruda está preso desde a última quinta-feira. As duas mais significativas foram protagonizadas pelo repórter da Rede Bandeirantes, Fábio Panunzzio. A primeira foi sobre o respeito que inspira um microfone e uma câmera de tevê, principalmente se usados por um profissional convicto de estar agindo corretamente.
Como um pequeno grupo de simpatizantes de Arruda estava atrapalhando o trabalho dos repórteres, gritando próximo às câmeras para tentar convencer o advogado de defesa de Arruda a não falar com os “urubus”, Pannunzio, ao fim da entrevista, não se conteve e reclamou com um dos homens, que elevou o tom das acusações, passando a xingar os repórteres.
Diante da intolerância e da má-educação da claque do governador, e vendo que o homem de cerca de dois metros e no mínimo 100 quilos, começava a se encher de razão, Pannunzio não pensou duas vezes. Chamou seu câmera, ligou o microfone e foi para cima do sujeito, visivelmente intimidado pelos equipamentos e por perguntas como se ele acreditava na inocência de Arruda, se tinha emprego e, se sim, o que estava fazendo no meio da tarde gritando em frente à PF.
A segunda lição, infelizmente protagonizada pelo próprio Pannunzio, foi de algo que, acredito, um jornalista deve evitar ao máximo: discutir com esse tipo de energúmeno. Não há razão capaz de se contrapor aos interesses que movem um sujeito como este. Não há sequer o que garanta que esses grupos sejam adeptos da discussão de pontos-de-vista sem que ela descambe para a violência.
Mais tarde, o clima voltou a esquentar após um sem-noção (este “contrário à corrupção que atinge os três poderes nacionais”) se aproximar do grupo de cerca de 70 pessoas e, sozinho, atear fogo a três bonecos de isopor com as fotos de Arruda e dos presidentes do Senado, José Sarney, e do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Além disso, o fogo também chamuscou uma bandeira do Brasil e isso foi a deixa para que o grupo que apóia Arruda fosse para cima do sujeito, que só conseguiu escapar ileso graças à presença e à intervenção dos jornalistas que praticamente o escoltaram para longe, enquanto policiais militares observavam a confusão sem nada fazer.
Torço para que o governador Arruda ou renuncie logo ao cargo, ou para que a PF o transfira para outro lugar mais afastado pois ao longo de dois meses e meio de crise política, a tensão vem crescendo dia a dia e, se as coisas continuarem como estão, não tardaremos a testemunhar algo mais grave.
(PRESTEM ATENÇÃO A PARTIM DOS 3MIN36 - Se não conseguir assistir na janela abaixo, acesse http://videos.band.com.br/v_49907_manifestantes_a_favor_de_arruda_hostilizam_jornalistas.htm)
Nos bastidores, o boato é de que Arruda deve renunciar ao cargo nesta quinta-feira (18). Se isso de fato acontecer, não está descartada a possibilidade de o governador seja transferido para a Penitenciária da Papuda, onde continuaria preso.
Três dias, três filmes
Sinédoque, Nova York.
Mas, enfim, o filme é bom? Depende do gosto do freguês. Pro Luiz Zanin, do Estadão, “em ambiente tão medíocre quanto o do cinema contemporâneo, ele até destoa pela originalidade, mas também ilustra a distância que existe entre colocar uma idéia em palavras e transpô-la em seguida para o cinema […] Quer dizer, equilibrar a recusa da redundância com a virtude da inteligibilidade”.
Entendeu? Bom, a história contada por Kaufman também não é fácil de acompanhar. E assistir a este filme implica, para quem quiser responder se ele é ou não é bom, a concordância em revê-lo com calma uma segunda vez. Agora, goste ou não da condução da trama, o que não dá para negar é que o gordinho Philip Seymour Hoffman é sinônimo de boa atuação.
Que raio é esse?!?! O filme é bom?
Depende do gosto do freguês. Quem já está familiarizado com os estranhos roteiros bolados por Charlie Kaufman (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Quero Ser John Malkovich) sabe mais ou menos o que esperar da primeira experiência do roteirista por detrás das câmeras. Já pra quem gosta de blockbuster (e só disso), alugar essa fita fica por conta e risco.
Mas, enfim, o filme é bom? Depende do gosto do freguês. Pro Luiz Zanin, do Estadão, “em ambiente tão medíocre quanto o do cinema contemporâneo, ele até destoa pela originalidade, mas também ilustra a distância que existe entre colocar uma idéia em palavras e transpô-la em seguida para o cinema […] Quer dizer, equilibrar a recusa da redundância com a virtude da inteligibilidade”.
Entendeu? Bom, a história contada por Kaufman também não é fácil de acompanhar. E assistir a este filme implica, para quem quiser responder se ele é ou não é bom, a concordância em revê-lo com calma uma segunda vez. Agora, goste ou não da condução da trama, o que não dá para negar é que o gordinho Philip Seymour Hoffman é sinônimo de boa atuação.
Carnaval Federal
20:30, Brasília (DF), 26º
O Balaio tá fechado. O Armazém do Ferreira também. Até a boate Velvet fechou as portas durante o carnaval. Depois do pôr-do-sol, poucos pedestres caminham pela Asa Norte. Mesmo os automóveis esvaziaram as principais vias do bairro. Dá para atravessar tranquilamente a L2, a W3 e até mesmo o Eixão.
O silêncio se sobrepõe ao som da batucada distante. Passando ligeiro, de bicicleta, adivinho umas poucas tevês ligadas nas amplas salas dos apartamentos funcionais. No ponto de ônibus, a moça, empregada do supermercado, espera o ônibus que a levará de volta para casa, onde vai tentar repor o sono da gandaia seguida por um dia registrando códigos de barras.
Conjunto Nacional fechado, Rodoviária esvaziada, Esplanada dos Ministérios assombrada, a noite é diferente do Conic pra cá. Oito e meia da noite e ainda tem tiozinho fazendo cooper no Parque da Cidade, tem uns boys jogando futvôlei, garotada do Entorno comendo pipoca na fila da roda-gigante. Mas o que tem mais, a esta hora, é casalzinho em atitude suspeita.
De bike é fácil sair pra qualquer lado. Aproveito o declive para descer pela S2 sem esforço, vendo as primas sentadas no calçadão. A tranquilidade da capital engana. O “crime” tá aí pra quem tiver disposição. Que o diga os dois guris que se esgueiram pelo estacionamento do Conic, a chamada Cracolândia.
O governo até que tentou organizar um carnavalzinho ali entre a Rodoviária e o Museu da República, mas o negócio é deprimente. Pra mim, a melhor política do GDF para o carnaval seria não investir nada, deixar por isso mesmo. Se a festa é popular como dizem não deveria depender de dinheiro público para acontecer. Caso contrário é negócio.
E se for colocar dinheiro na folia, que seja para por o bloco nas ruas do Entorno, onde o cidadão passa os dois dias de folga (quando os tem) diante da tevê ou no bar. No Plano, o cara disposto pega avião e vai passar o final de semana na praia, vai de carro pra Chapada...Quem fica quer mais é silêncio. Quer maldade discreta, caminhar no Eixão, pegar um cinema, a noite um showzinho.
Pedalando pela L2, me dou conta de ter feito a escolha certa. Brasília é um dos melhores lugares para se estar neste Carnaval. Se não ligo a televisão, dá até pra esquecer da Ivete Sangalo e da Cláudia Leite e não pensar nos R$ 800 que playboy paga por um abadá. Além disso, viajar agora é mais caro e com o dinheiro que economizei dá para ir duas vezes para Santos, onde a roda do Ouro Verde pega sem cobrança de entrada ou couvert.
sábado, fevereiro 13, 2010
A Boa Hoje É...
A la la ô, mas que calor! Camiseta ensopada de suor, vou resgatar minha civilidade em uma sala de cinema. Principalmente porque, enfim, o filme argentino O Segredo de Seus Olhos estreou em algumas cidades brasileiras (Brasília e São Paulo entre elas).
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Não me canso de escrever a respeito do mais recente filme de Juan José Campanella (O Filho da Noiva e Clube da Lua) - uma das melhores películas que assisti em 2009 e indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mas vou poupá-los da ladainha! Se alguém quiser ler mais sobre a história e ver o trailler, basta clicar aqui ou procurar o comentário do dia 10 de janeiro.
A outra dica para quem está fugindo do samba enredo e das marchinhas carnavalescas é ouvir e baixar as músicas da banda pernambucana Sweet Fanny Adams (mesmo nome de um LP lançado pela banda de glam rock Sweet**, em 1974, mas também uma gíria bastante comum na Inglaterra que quer dizer "absolutamente nada"). Rock dançante, bom para quem gosta de som indie. A gente até desculpa o fato dos garotos cantarem em inglês. -
Pra conferir o som, basta acessar a página do grupo na gravadora Trama (no qual basta se cadastrar para poder copiar as músicas da banda) ou no MySpace.
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Ah, e ainda no campo do rock´n´roll, as 21h de hoje (13), na capital federal, tem Sapatos Bicolores tocando no Velvet Pub, na 102N. Ingressos R$ 15 (homem) e R$ 10 (mulher).
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** Se você tem mais de 25 anos, curte música pop, mas acha que nunca ouviu a banda Sweet, dá um confere na música Ballroom Blitz, na Rádio Uol, e reavive sua memória musical.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Um Novo Logotipo para São Paulo
Política não é muito a seara deste blogueiro semifosco. Tanto que, mesmo tendo testemunhado um momento histórico (a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ontem (11)), me abstenho de comentá-lo.
Por outro lado, não pude me furtar a compartilhar a imagem abaixo, uma crítica mordaz ao governo de São Paulo, hoje conduzido pelo ainda provável candidato tucano à Presidência da República, José Serra.

Concorde ou não com a gestão "eficiente" de Serra, ninguém há de negar que a imagem é uma grande sacada, sintetizando uma situação vexatória para o governo paulista. Até a última informação que li já passava de 70 o número de mortos pelas chuvas (ou como bem frisou um amigo, pela falta de infra-estrutura urbana, pois chuva sempre houve e sempre haverá).
domingo, fevereiro 07, 2010
Zinn ou Zina, para o Google que Zidane
O Google parece ter encontrado uma irônica forma de homenagear o historiador norte-americano Howard Zinn, conhecido por dar voz a escravos, operários, sindicalistas e outsiders ao recontar parte da história de seu país.
Pesquisando para ver se encontrava, na internet, uma cópia do documentário The People Speak, (exibido pelo canal History Channel) ou qualquer entrevista legendada de Zinn, qual não foi minha surpresa ao receber como resposta dezenas de indicações de vídeos não com o historiador falando sobre o povo, mas sim com o filósofo da Xurupita... Zina do Pânico.
Quer algo mais povão que isso?
No final das contas, tive que me contentar em assistir, no youtube, um pequeno trailler em inglês mesmo, que não ajudou em nada para sanar minha ignorância quanto a obra de Zinn, classificado por Sérgio Augusto como “o Robbin Hood” dos historiadores.
sábado, fevereiro 06, 2010
Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos
“O desejo é um tempo parado
É quando se trocam as datas dos bichos e das flores
É quando aumenta a rachadura da velha parede
É quando se vira a folha, a folha da história
É quando se pinta um fio branco na cabeleira preta
É quando se endurece o rastro de sorriso
No canto dos olhos
Eu sei que a viagem é longa”
A dor da perda “pode ou não, eventualmente” ser um poderoso aditivo para o artista. No c
aso de Otto, a separação, o fim do contrato com a gravadora Trama e os cinco anos sem lançar um disco parecem ter servido de combustível para que ele produzisse um dos melhores discos de sua carreira, quiçá, de 2009, como têm apregoado alguns críticos.
aso de Otto, a separação, o fim do contrato com a gravadora Trama e os cinco anos sem lançar um disco parecem ter servido de combustível para que ele produzisse um dos melhores discos de sua carreira, quiçá, de 2009, como têm apregoado alguns críticos. -
Embora as letras continuem contendo versos herméticos, indecifráveis, as melodias e a interpretação do pernambucano, mais elaboradas, são o bastante para reforçar a mensagem impressa no título do quarto disco solo de Otto: este é um álbum gestado em meio a sonhos intranqüilos.
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Lançado primeiro nos Estados Unidos e na Europa para só então chegar ao Brasil via gravadora e distribuidora independentes, o álbum conta com a participação da paulistana Céu, da mexicana Juliete Venegas e do também pernambucano Lirinha, que embeleza os versos da canção Meu Mundo Dança, reproduzidos acima.
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A banda que acompanha Otto é formada pelo elogiado guitarrista Catatau (da banda Cidadão Instigado), pelo baixista Dengue e pelo baterista Pupillo, que assina a produção do disco junto com o cantor.
A banda que acompanha Otto é formada pelo elogiado guitarrista Catatau (da banda Cidadão Instigado), pelo baixista Dengue e pelo baterista Pupillo, que assina a produção do disco junto com o cantor.
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Detalhe: embora seja um disco perpassado pelo sentimento de perda amorosa e afetiva – como fica implícito na gravação de Naquela Mesa, grande sucesso na voz de Nelson Gonçalves -, Certa Noite Acordei de Sonhos Intranquilos (nome inspirado na primeira frase do livro Metarmofose, de Kafka) não é deprê ou música de corno. É um balanço do que a dor ensina.
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"Naquela mesa ele juntava gente / E contava contente o que fez de manhã / E nos seus olhos era tanto brilho / Que mais que seu filho / Eu fiquei seu fã / Eu não sabia que doía tanto / Uma mesa num canto, uma casa e um jardim / Se eu soubesse o quanto dói a vida / Essa dor tão doída, não doía assim / Agora resta uma mesa na sala / E hoje ninguém mais fala do seu bandolim / Naquela mesa ta faltando ele / E a saudade dele ta doendo em mim".
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
E O OSCAR NÃO VAI PARA...
Um adendo tardio ao comentário anterior. Afinal, do ponto de vista artístico (que deveria ser o mais importante para nós, simples mortais) que importância tem o Oscar?
Charles Chaplin nunca recebeu uma estatueta por melhor direção ou filme (recebeu, sim, por música, vejam só!). Nem Orson Welles levou por Cidadão Kane, indicado, em 1941, em nove categorias. Tampouco Alfred Hitchcock.
E Martin Scorsese? Ganhou com Os Infiltrados, um bom filme, mas longe, muito longe de causar o impacto que na época do lançamento causaram Taxi Driver (1976) ou Touro Indomável (1980) Nestes anos, sabem que levou os prêmios de melhor filme? Rocky e Gente como a Gente.
Gente como a Gente????
Isso para não falar em tantos outros importantes cineastas que não produziam em Hollywood, mas cuja obra foi importantíssima para o desenvolvimento artístico do cinema.
Ou seja, para o restante do mundo, a importância do Oscar deveria ser relativizada. Ao menos até que O Segredo dos Seus Olhos ou outros excelentes "filmes estrangeiros" (não yankees) pudessem disputar em condições de igualdade o mesmo título ao qual foram indicados Avatar ou Invictus.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
O Segredo do Oscar
Pois é...Como diria a revista Trip se tivesse o surfista globetrotter Carlos Leite entre seus colaboradores, Demos Antes e Gostamos.
Graças ao acaso, a preços baratos e a uma porteña sensível, nosso correspondente para faixas litorâneas já havia adiantado a este blog semifosco (que só encontrou espaço para publicar a dica no dia 10 de janeiro) a possibilidade do filme argentino O Segredo dos Seus Olhos ser indicado ao Oscar.
Com isso, Leite passa agora a ocupar este espaço para falar também sobre cinema, prometendo para breve uma resenha crítica sobre Rock Horror Show. Massa!
Clique aqui para ver o que já dissemos sobre o filme com o muso argentino Ricardo Darín.
Filmes estrangeiros indicados ao Oscar:
Argentina, "O Segredo dos Seus Olhos", de Juan Jose Campanella
França, "Un Prophète", de Jacques Audiard
Alemanha, "A Fita Branca", de Michael Haneke
Israel, "Ajami", de Scandar Copti e Yaron Shani
Peru, "A Teta Assustada", de Claudia Llosa
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